Duas mortes separadas por pouco mais de um mês fizeram uma família de Pontal, no interior de São Paulo, mergulhar em um mistério que agora é investigado pela Justiça.
Nathália Garnica, de 42 anos, morreu em fevereiro de 2025. Naquele momento, a suspeita era de uma morte natural. Mas a história ganhou outro rumo após a morte de Larissa Rodrigues, esposa do irmão de Nathália. Exames apontaram que Larissa havia ingerido chumbinho.
A descoberta levou os investigadores a olhar novamente para o passado. Meses depois, o corpo de Nathália foi exumado, e os exames também identificaram a mesma substância. Duas mulheres da mesma família, duas mortes próximas no tempo e um mesmo elemento em comum.
A investigação passou então a apurar se havia uma ligação entre os casos e se as mortes poderiam ter sido provocadas de forma intencional.
No centro das apurações está Elizabete Arrabaça, mãe de Nathália. Segundo a acusação, conflitos familiares e questões financeiras podem estar entre as possíveis motivações. Elizabete nega as acusações e afirma ser inocente.
Agora, cabe à Justiça separar suspeitas de provas e reconstruir os últimos momentos das duas vítimas. O que parecia ser apenas uma sequência de tragédias familiares transformou-se em um caso cercado por perguntas — e ainda sem todas as respostas.