No Supremo Tribunal Federal, a terça-feira (15) terminou sem uma resposta definitiva, mas deixou um placar que desenha os próximos capítulos da disputa: 4 votos a 3 pela tramitação separada dos casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Durante cerca de cinco horas, o plenário discutiu se os dois episódios relacionados ao caso Banco Master deveriam caminhar juntos ou seguir por caminhos distintos. De um lado, estavam os votos pela reunião dos processos; do outro, a defesa de que cada caso tivesse sua própria análise.
Quando o placar chegou a 4 a 3 pela separação, parecia que o caminho estava traçado. Mas, no STF, às vezes a última palavra precisa esperar. O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a conclusão do julgamento.
A discussão envolve, de um lado, a análise sobre uma possível investigação relacionada à atuação de Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De outro, está o procedimento envolvendo Mendonça, que havia solicitado providências relacionadas ao caso.
Assim, o relógio do Supremo parou, pelo menos por enquanto. O placar existe, mas a decisão final ainda não. E, no intricado tabuleiro do caso Banco Master, Moraes e Mendonça seguem diante de caminhos que, por enquanto, o plenário sinalizou que devem permanecer separados.