O filme “Dark Horse” parece ter encontrado um roteiro paralelo — e, desta vez, sem precisar de Hollywood.
O caso ganhou novos contornos após o ministro Flávio Dino, do STF, retirar o sigilo de um inquérito de cerca de 5 mil páginas da Polícia Civil que investiga a produtora responsável pela cinebiografia. No documento, o deputado Mário Frias (PL-SP) aparece como suspeito de liderar uma suposta engrenagem financeira envolvendo recursos públicos.
As investigações levantam suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares e contratos considerados suspeitos com a Prefeitura de São Paulo, que teriam contribuído para aumentar os recursos destinados à produção.
Mas o capítulo que mais chama atenção está nas possíveis conexões investigadas com o PCC e nas movimentações financeiras apontadas como suspeitas nas contas do parlamentar.
Por enquanto, tudo está no campo da investigação. Não há condenação. E, como em qualquer bom roteiro policial, ainda faltam capítulos até que se saiba quem são os personagens, quais eram seus papéis e, principalmente, para onde foi o dinheiro.
A defesa de Mário Frias ainda não se pronunciou sobre as acusações.