O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano e legado papal nomeado pelo Papa Leão XIV, presidiu, entre os dias 16 e 17 de agosto, uma vigília de oração na Sicília, Itália, em celebração aos 900 anos do retorno das relíquias de Santa Ágata.
As atividades começaram na Piazza Castello e na Igreja Matriz de Aci Castello e seguiram até a Piazza Duomo, em Catânia, reunindo fiéis em uma programação marcada por momentos de oração e devoção.
Durante a homilia, Parolin destacou que o testemunho de fé e a fidelidade de Santa Ágata, mártir do século III, permanecem atuais e continuam sendo uma referência para a Igreja.
Quem foi Santa Ágata
Santa Ágata, também conhecida como Santa Águeda, nasceu em Catânia, na Sicília, por volta do século III. Segundo a tradição cristã, pertencia a uma família nobre e decidiu dedicar sua vida a Deus, fazendo voto de castidade.
Durante as perseguições aos cristãos no Império Romano, Ágata foi presa por se recusar a renunciar à fé e às suas convicções. A tradição relata que ela sofreu torturas e morreu como mártir por volta do ano 251.
Santa Ágata é especialmente venerada em Catânia, onde é considerada padroeira da cidade. Sua devoção também se espalhou por diversas regiões do mundo. É tradicionalmente invocada como protetora contra terremotos, incêndios e erupções vulcânicas — uma devoção particularmente forte na região do Monte Etna.
As relíquias e a celebração
A história das relíquias de Santa Ágata está ligada à cidade de Catânia e à antiga tradição de veneração à mártir. Em 1126, segundo a tradição, suas relíquias foram recuperadas e levadas de volta a Catânia após terem permanecido fora da cidade por décadas.
Os 900 anos desse retorno são celebrados com uma programação especial de fé e devoção na Sicília. A presença do Cardeal Pietro Parolin, como legado papal, reforçou a dimensão universal da celebração e a importância do testemunho de Santa Ágata para os católicos.
A história da mártir continua, nove séculos depois do retorno de suas relíquias, a reunir milhares de fiéis e a manter viva uma das devoções mais tradicionais da Sicília.