A Justiça do Trabalho de Goiânia determinou, nesta quarta-feira (23), que o empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, não faça manifestações de conteúdo político-eleitoral nas dependências da empresa.
A decisão também proíbe manifestações políticas em reuniões, treinamentos, vídeos e canais institucionais da Havan. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 50 mil.
A determinação ocorre no mesmo processo em que o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu uma indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo, após um discurso de Hang dirigido a funcionários durante a inauguração de uma unidade da Havan em Caldas Novas (GO). Na ocasião, o empresário criticou a proposta em debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
Além da proibição, a decisão determina que Hang apresente uma retratação pública em vídeo, reconhecendo a ilegalidade da conduta. O empresário terá cinco dias úteis para se manifestar sobre o pedido.
A Havan também deverá publicar e afixar nas lojas um comunicado informando que seus trabalhadores são livres para formar suas próprias convicções sobre propostas legislativas, candidatos e partidos.
Em manifestação anterior, Hang afirmou que a Justiça “não pode ter lado” e disse que sofre perseguição desde 2018 por expressar publicamente suas posições políticas. A assessoria da Havan foi procurada para comentar a nova decisão, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.