No campo gaúcho, a chegada de uma nova safra também traz consigo uma conta pesada. Agricultores e pecuaristas familiares do Rio Grande do Sul acumulam cerca de R$ 8,5 bilhões em dívidas, segundo levantamento da Fetag-RS.
Desse total, aproximadamente R$ 3 bilhões estão dentro das atuais regras de renegociação. Ainda assim, entidades do setor alertam que exigências e custos podem dificultar o acesso dos produtores às medidas.
O endividamento é resultado de anos difíceis, marcados por perdas provocadas por eventos climáticos. Agora, no início da safra de verão 2026/2027, o produtor volta a preparar a terra, plantar e apostar novamente no trabalho que sustenta tantas famílias.
Há, porém, uma esperança no horizonte. A Emater/RS-Ascar projeta uma recuperação da produção e estima que o Estado poderá colher 35,6 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 8,64% em relação à safra anterior.
Entre dívidas, incertezas e esperança, o campo gaúcho segue fazendo aquilo que sempre fez: plantar hoje, acreditando que a próxima colheita poderá trazer dias melhores.