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Canetas emagrecedoras ganham espaço entre mulheres
Por Rádio JB
Publicado em 20/09/2026 14:02
Rio Grande do Sul

No primeiro semestre de 2026, 602,8 mil pedidos online de medicamentos associados ao GLP-1 foram feitos por mulheres, segundo levantamento da Serasa Experian. O número é 75,2% maior que o registrado entre os homens. Ao todo, foram analisados 1,36 milhão de pedidos entre janeiro e junho, crescimento de 149,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Especialistas alertam, porém, que o aumento da procura pelas chamadas canetas emagrecedoras, especialmente para fins estéticos, exige avaliação e acompanhamento profissional. O médico toxicologista Alvaro Pulchinelli destaca que o uso sem prescrição pode levar a doses inadequadas, problemas digestivos, alterações nutricionais e perda de massa muscular.

Entre as mulheres, médicos também relatam casos de queda de cabelo, alterações no ciclo menstrual e redução de massa muscular durante processos de emagrecimento rápido. O acompanhamento nutricional e a prática de atividade física são apontados como importantes para preservar a massa magra.

Outro ponto de atenção é a fertilidade. A perda de peso e a melhora metabólica podem favorecer o retorno da ovulação em algumas mulheres, inclusive naquelas com alterações menstruais ou síndrome dos ovários policísticos. Por isso, o planejamento reprodutivo deve fazer parte da orientação para mulheres em idade fértil.

Os especialistas também alertam para os riscos da automedicação e da compra de produtos pela internet. Canetas falsificadas, contrabandeadas ou sem procedência podem não conter o princípio ativo informado ou apresentar concentração diferente da indicada.

A Anvisa reforçou, em 2026, os alertas sobre o uso inadequado dos agonistas de GLP-1 e notificações de pancreatite aguda. Dor abdominal intensa e persistente, especialmente quando acompanhada de náuseas e vômitos, exige atendimento médico imediato.

 

Desde junho de 2025, medicamentos agonistas de GLP-1 passaram a ser vendidos no Brasil com retenção da receita nas farmácias e drogarias. A orientação dos especialistas é que o tratamento seja individualizado, com indicação médica e acompanhamento durante todo o processo. 

Com informações do Correio do Povo

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